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A fé além das convenções

macumba

A partir da crença nos tornamos gente. Cremos na vida e assim, somos capazes de viver. Cremos na morte, pois é o mais certo a se crer. Cremos nas coisas e assim, somos capazes de as ter. Cremos na palavra e assim, ela se faz propagar. A crença é uma forma de sonhas que não se limita ao possível e impossível pois pode se tornar ato mensurável. Mensurabilidade essa que cega ou que fortalece. O pragmatismo de cerimonias religiosas são espectros dessa mensurabilidade, força vibracional canalizada em objetos, deixando assim, de ser meros objetos e passando a contemplar uma simbologia energética. Celebração, cerimônia, rito, macumba, festejo, solenidade, circunstância.

Em “MACUMBA” entramos em um universo particular da ritualística, dançamos conforme a música subliminar que nos leva ao subconsciente, vibramos com um movimento distorcido de imagens excitantes, queimamos intempéries que não mais nos sustentam e renascemos das cinzas em um novo caminho de sabedoria interior. O movimento artístico é expresso através da palavra escrita, da imagética fotográfica e da energia sublime que os sensibiliza, questionando preconceitos religiosos e pacificando a comunhão entre as possibilidades de fé.

 

         

Aline Abreu

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Crer em quê?

"Crer em quê?" é uma iniciativa colaborativa criada por artistas, fotógrafos, ilustradores, poetas, religiosos, ateus, e agnósticos, que através da arte, reinterpretam suas expressões de fé. Discutindo possibilidade de crença e visões religiosas, o EBOOK “Crer em quê?” trespassa preconceitos religiosas discutindo as interconexões de credo.

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